I Encontro Regional dos Jornalistas debate o futuro da profissão

  • Postado em 29 de outubro de 2018
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Por Dalila da Silva e Breno Kallew

O I Encontro Regional dos Jornalistas, realizado de 19 a 21 de outubro, em Juazeiro do Norte, colocou em discussão o jornalismo contemporâneo e a importância da profissão. O evento debateu as profundas mudanças na atividade jornalística, que vão desde as inovações tecnológicas e sua convergência até a credibilidade da profissão em tempos de um volume abundante de notícias falsas. 

Samira de Castro, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Ceará (SINDJORCE), falou sobre a necessidade de reafirmação profissional. “Essa profusão de informações que brotam a todo momento nas mídias digitais e convencionais faz a sociedade se sentir perdida, tanto que em alguns momentos ela prefere acreditar na mentira, comprovadamente mentira, do que no papel e no trabalho do jornalista”, afirmou.

Além de Samira de Castro, compuseram a mesa de abertura Maria José Braga, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ); Elizângela Santos, Secretária Especial de Comunicação de Juazeiro do Norte; e Alysson Pontes, Pró Reitor da Universidade Regional do Cariri (URCA) e professor de pós-graduação. As discussões abordaram as novas formas de fazer e pensar o jornalismo, com destaque para o tema principal do evento: “Subjetivo e (hiper)local: novas possibilidades jornalísticas”.

Maria José Braga assumiu um tom crítico em relação à mídia tradicional. Segundo ela, os veículos de comunicação hegemônicos do Brasil mantêm uma postura de não de fazer jornalismo e de não fornecer as informações necessárias para a sociedade. “Assumiram a posição de partido político ao fazer oposição”, disse.

A representante da FENAJ também afirmou que as notícias estão chegando à sociedade de forma “pingada” pelas redes socais e não por meio de uma comunicação organizada, o que pode prejudicar os julgamentos feitos pelos cidadãos.

O debate promoveu um compartilhamento de conteúdo e vivências entre jornalistas e estudantes, contribuindo no desenvolvimento e solidificação da atividade jornalística na região do Cariri. Comunicadores bastante conhecidos na região também marcaram presença, como o fundador do jornal Folha da Manhã, Demontieux Fernandes, que relatou sua trajetória no jornalismo impresso; e Renato Cassimiro, professor aposentado da Universidade Federal do Ceará (UFC) e importante voz do rádio caririense.

Espetacularização

O identitarismo foi outro tema abordado durante o I Encontro Regional dos Jornalistas. Eder Luis Santana, mestre em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), analisou o tratamento midiático dado ao grupo LGBTQ+ no Brasil, expondo as eventuais falhas e a espetacularização do jornalismo. O painel foi mediado por Rafael Mesquita.

 

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