Em dez anos, são registrados mais suicídios do sexo masculino que feminino no Brasil

  • Postado em 21 de maio de 2019
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Por Paulo Rossi, Cleiviane Vasconcelos, Bárbara Alencar e Ravena Alves

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio todos os anos. Segundo a Folha Informativa da  Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), O suicídio ocorre durante todo o curso de vida e foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo no ano de 2016.

O estigma em torno do assunto contribui para que as pessoas não busquem ajuda especializada e o número de casos continue evoluindo. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), entre 2006 a 2016, o número de suicídios no Brasil teve um aumento aproximado de 30%.
Mapa interativo: veja o índice por estado

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(Fonte: Ipea)

Ainda de acordo com os dados, o maior número de ocorrências, nesses dez anos, foi entre pessoas do sexo masculino. A média de suicídios de pessoas do sexo feminino foi de cerca de 2.080 por ano, enquanto que entre pessoas do sexo oposto ficou em torno de 7.700. A diferença se torna maior quando a comparação é feita entre jovens de 15 a 29 anos, sendo a média de 2.310 casos de jovens do sexo masculino e de 591 casos de jovens do sexo feminino.

 

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Cariri tem números semelhantes

Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, na Região Metropolitana do Cariri cearense, parte desses números se repete, com incidência de número de mortes maior entre todas as faixas etárias por parte do sexo masculino também. Em dados gerais, o mapa apresenta as taxa de suicídio por 100.000 habitantes nas três cidades citadas. Barbalha, saltou de 1,76% em 2011 para 10,38% em 2013.

 

Mapa interativo: números em cidades do Cariri – CRAJUBAR

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(Fonte: Ipea)

 

Serviço

O Brasil dispõe, desde 2001, da Lei Federal 10.216 sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais. Através do Sistema Único de Saúde (SUS) a população tem disponível o Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS), importante passo na reforma psiquiátrica brasileira.

A OMS reconhece o assunto como prioridade da saúde pública e tem desenvolvido diversas ações com o objetivo de conscientizar países sobre a importância da prevenção ao suicídio. No Brasil, algumas campanhas são feitas como o já conhecido Setembro Amarelo, mês em que o tema é pensado e debatido em todo o país. Através do CVV – Centro de Valorização à Vida -, você pode encontrar apoio emocional e informações sobre prevenção, além de atendimento voluntário e gratuito, sob total sigilo por telefone, no número 188, email e chat 24 horas todos os dias. Acessando https://www.cvv.org.br/ ainda é possível ter acesso a textos e links úteis sobre o assunto.

 

NotaDigitalII

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