Estudantes relatam medo de assalto no trajeto até o campus Crato da UFCA

  • Postado em 11 de outubro de 2018
Campus Crato UFCA

Por Sávio Emanuel e Espedito Duarte

Além das dificuldades rotineiras da vida acadêmica, os alunos do curso de Agronomia da Universidade Federal do Cariri (UFCA) têm uma preocupação a mais. Para chegar ao campus do Centro de Ciências Agrárias e da Biodiversidade (CCAB) no Crato, eles precisam enfrentar uma caminhada de cerca de 10 minutos entre o ponto de ônibus e a universidade. O percurso é perigoso e alguns estudantes já foram vítimas de assalto.

Cícera Bezerra, estudante do 2° semestre de agronomia, relata o temor dos alunos em fazer o percurso. “Desde que comecei (o curso), graças a Deus nunca fui vítima. Mas muita gente tem medo de subir aqui sozinho. Alguns, quando descem na parada, se estiverem só, esperam o próximo ônibus vir, trazendo outros alunos pra acompanhar”.

O caso mais emblemático aconteceu no ano passado. Nove estudantes faziam o trajeto até a universidade e, ao se aproximarem do campus, foram abordados por dois homens em uma moto. Um dos assaltantes desceu do veículo com uma arma e recolheu os celulares dos universitários, fugindo em seguida.

Angela Amélia, estudante do 6º semestre, conta que esta foi a primeira vez que foi assaltada. Ela relata que após a experiência ficou muito nervosa, e chorou bastante. Após o trauma, passou a evitar levar o novo celular para a faculdade.

Os estudantes fizeram um documento para solicitar uma linha de ônibus que leve diretamente ao campus, mas até agora não houve resposta.

Ailton Alves da Silva, da Coordenadoria de Fiscalização de Serviços Terceirizados da UFCA, esclareceu que não é função da universidade fazer a segurança na área externa ao campus. “A segurança pública é de responsabilidade do Estado. A UFCA só pode contratar vigilância de patrimônio, segurança de pessoas é de responsabilidade do Estado”.

É importante registrar boletim de ocorrência 

Luiz Eduardo, Delegado de polícia civil da delegacia regional de Crato, orienta aos estudantes que façam o boletim de ocorrência no máximo 24h depois do assalto. “Sem o boletim de ocorrência não tem como dar o ponto de partida para uma investigação, fazer um levantamento satisfatório daquela região”.

O delegado ainda explica que a vítima deve chamar a polícia militar imediatamente após o crime acontecer, para que eles façam uma averiguação no local. “Quem cuida do policiamento ostensivo é a Polícia Militar, a Polícia Civil é investigativa, tenta fazer com que se cumpra a lei, ela é repressiva, enquanto a PM tenta manter a ordem” completa Luiz.

A Polícia Militar faz um levantamento estatístico para saber onde estão acontecendo os crimes, e baseando-se nesses dados, o comandante do destacamento, da companhia ou do batalhão distribui as viaturas, aumentando o policiamento.

 

NotaNoticiaNoCampus

Compartilhamento
css.php