Historicamente, alta inflação e queda do PIB causam declínio na venda de veículos no Brasil

  • Postado em 21 de maio de 2019
Pessoa segurando a chave e uma carro ao fundo

Por Bianca Sobral, Bruno Barros e Caio Botelho 

Nas últimas décadas, no ramo automobilístico, é possível perceber as oscilações na venda de veículos pelas concessionárias no Brasil. Isso pode estar ligado ao aumento do preço dos combustíveis que vem sofrendo reajustes significativos e que pesam no bolso do consumidor, principalmente de quem depende de carro para trabalhar, como é o caso dos vendedores, representantes comerciais e os motoristas de táxi ou de aplicativos.

A inflação alta é prejudicial para a economia de um país, pois pode gerar diversos problemas e distorções econômicas que refletem em todos os setores da sociedade. Por outro lado, a queda do Produto Interno Bruto (PIB), juntamente com as variações da bolsa de valores em relação ao dólar, também é um fator que influencia no valor das mercadorias com o aumento dos juros sobre o preço dos produtos.
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O início do gráfico aponta a crise da desvalorização do real em 1999, no final do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (FHC), o que mudara o valor da moeda brasileira nos primórdios do plano real, no fim do governo de Itamar Franco, quando ainda se tinha um valor acima do dólar. Isto se deu pelo movimento de queda do real em consequência ao abandono do Banco Central pelo regime de bandas cambiais (limite determinado pelo governo para a variação do real frente ao dólar), passando a operar em regime de câmbio flutuante, considerado o mais adequado para mercados econômicos desenvolvidos e estáveis.

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De acordo com dados fornecidos pelo Banco Central, é possível identificar as oscilações entre o total de vendas de automóveis nos quatro primeiros meses do ano, pelas concessionárias no Brasil durante duas décadas.

De 2009 para 2010, ano do “boom econômico” com PIB de 7,5%, há um aumento de mais de 100.000 vendas, que se mantém relativamente estável até 2015.

Com a primeira crise econômica sofrida no país, o número de vendas cai de maneira significativa.  Em 2016, frente a um cenário de crise política e recessão econômica, é possível identificar um acentuado declínio da curva, se comparado a 2014. O crescimento volta a ocorrer apenas em 2018. No entanto, em 2019, já é possível perceber uma queda de 21% do total de vendas se comparado ao mesmo período do ano anterior.

NotaDigitalII

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