UFCA e Enecos Cariri debatem comunicação inclusiva e acessibilidade

  • Postado em 29 de agosto de 2019
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Por Bárbara de Alencar

Nos dias 26 e 27 de agosto, aconteceu na Universidade Federal do Cariri (UFCA) o I Ciclo de Formação do Coletivo Enecos Cariri,com o tema “Jornalista ou Comunicador?”. O evento se desdobra em torno das três principais bandeiras da Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação Social – Enecos: democratização da comunicação, qualidade de formação do comunicador e combate às opressões em uma tentativa de filiar novas pessoas para dar continuidade ao projeto.

Especificamente no dia 27 aconteceu uma roda de conversa sobre Comunicação Inclusiva, planejada justamente por englobar as três bandeiras da Executiva. “A comunicação inclusiva trata da democratização da comunicação na pauta da acessibilidade, do acesso à comunicação; trata da qualidade de formação do comunicador quando pauta a formação da gente para uma comunicação inclusiva e trata do combate às opressões uma vez que existem pessoas que estão sendo excluídas da comunicação massiva, da comunicação geral”, afirma Cauê Henrique, membro do Coletivo. 

Vamos falar sobre acessibilidade?  

O tema da acessibilidade ganhou destaque especial no Laboratório de Rádio do curso de Jornalismo. A ideia surgiu a partir de uma inquietação da professora Luciane Antoniutti que pensou uma Web Rádio experimental chamada Amplificar Kariris, com intuito de fazê-la acessível para os não ouvintes. “Eu imaginava o rádio como um veículo 100% som, só que antes de ser som, também é uma forma de comunicação; e a comunicação, quando bem feita, inclui. O som é apenas o veículo pela qual essa informação se propaga; pensar no rádio apenas como o aparelho é descartar essa forma de inclusão, e daí que veio essa questão da convergência, pensamos em transformar em uma Web Rádio por trazer mais recursos e possibilidades”, afirma Wesley Vasconcelos, um dos alunos do laboratório. 

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O projeto está na fase de pré-produção, com criação de pautas, planejamento de formatos de programas, duração e como irá se adaptar para abarcar os ouvintes e não ouvintes. Os programas gravados e editados serão repassados para o núcleo de acessibilidade da UFCA, que irá transformar o texto sonoro em texto de libras, que é totalmente diferente, pois há deixas para a língua de sinais. 

Como há uma demanda muito grande, e são apenas oito pessoas no laboratório, foi pensada uma parceria com colaboradores de diversos cursos. Os interessados em participar devem entrar em com a professora  Luciane Antoniutti ou com o estudante Wesley Vasconcelos. 

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